Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens

12 fevereiro 2016

Resenha: O Teorema Katherine


Olá Skyscrapers!

Hoje eu vim trazer pra vocês a resenha do livro O Teorema Katherine, do nosso titio João Verde! Vocês podem ver a resenha em vídeo logo abaixo e a resenha escrita depois da caixinha do vídeo.



Nome: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


O livro conta a história de Colin Singleton, um prodígio de 17 anos, viciado em anagramas e Katherines. Ele já namorou 18 Katherines, e acabou de levar um pé na bunda da número 19. Todas as Katherines que ele namorou terminaram com ele, mas esse término em particular acabou com o menino. 

Ele fica tão arrasado que sai com Hassan, seu melhor amigo, para uma viajem sem destino, com a esperança de conseguir solucionar a segunda coisa que o está afligindo: ele precisa de alguma ideia brilhante, um "momento eureca", para se tornar um gênio e não ser somente um ex-prodígio que se perde no meio do caminho.
Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele.
Vou parar o resuminho por aqui, mas dá pra ver mais na sinopse (como vocês já devem ter lido). Porém, acho que a sinopse fala demais, mas aí fica a seu critério.

Esse é um livro bem leve, ótimo para ler em uma ressaca literária, por exemplo. Ele flui super rápido, com aquela linguagem típica do titio John, sabe? 

Ao contrário do que muitos pensam, o livro não fala só de matemática. Claro que esse é um tema super importante, e tem todos os gráficos e tal, mas é tudo mais para ilustrar, para dar um toque de verdade naquilo tudo que Colin está falando, e isso se faz em todos os temas, nesse caso foi matemática. Se você quiser se aprofundar mais no teorema, tem um apêndice no final que explica tudo, mas não é necessário para a leitura, então dá pra todos os gostos, mesmo se você não é de exatas (meu caso, biológicas, ooooi)
Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu. Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem.
Já os personagens não achei tão bem construídos assim... Claro que eles são desenvolvidos durante a leitura, mas tem muita coisa que acontece rápido e não condiz tanto assim com outros pontos deles, ou coisas que eu gostaria de ter visto mais, me aprofundado mais. Porém, nada que atrapalhe, só ir acompanhando que pega o ritmo deles fácil , porque o que fazem também não é nada impossível de acontecer. 

Apesar disso, eles tem características bem marcantes, não são personagens complexos.

Tem também a questão das Katherines, que vão sendo apresentadas para o leitor em paralelo com a história no presente, alternando para as coisas que o Colin passou em seus relacionamentos anteriores - que são de extrema importância, como vocês podem perceber.
É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
Eu gostei do livro. Esperava mais, admito, mas eu gostei. 

A história também é recheada de metáforas e lições para o leitor, coisas que as personagens aprendem que é super pra passar uma mensagem pra gente, bem no estilo John Green mesmo.

Ele tem cenas engraçadas, um romance bem descomplicado e tanto a narrativa quanto a história são bem leves, e isso é levado do começo ao fim, ou seja, até os momentos de clímax e o final da história são dessa maneira. 

Aquele típico livro de banca, bom para todas as idades, perfeito para passar o tempo e marcar frases inspiradoras.

~xoxo

11 março 2015

Resenha: A Menina que Roubava Livros


Olá Skyscrapers!

Hoje eu vim trazer a primeira resenha do especial! É sobre um livro que me emocionou muito e que está entre os meus queridinhos - e também me ensinou um pouco de alemão, pelo menos a parte dos xingamentos, rs - , é "A Menina que Roubava Livros". Já vi o filme também, e em breve trarei a crítica e a comparação para vocês, porque agora é hora de falar de comoção! Vamos lá?

Nome: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.


Primeiro, as cores.
   Depois, os humanos.
   Em geral, é assim que vejo as coisas.
   Ou, pelo menos, é o que tento.

      • EIS UM PEQUENO FATO •
            Você vai morrer.
É assim que começa A Menina que Roubava Livros. A Morte se apresenta e é ela que conta a história de Liesel Meminger. A história se passa na Segunda Guerra Mundial, durante a "liderança" de Hitler.

Liesel e seu irmão estão no trem com sua mãe quando seu irmão falece, e esse é o primeiro encontro da Morte com a menina. A viagem é interrompida e seu irmão é enterrado num cemitério próximo. Um dos coveiros deixa cair um livro, e Liesel rapidamente o pega, seu primeiro roubo: O manual do coveiro. 


Ela é levada para um casal que iria adotá-la: Rosa e Hans Hubermann, seus novos "pais". 

Rosa é nervosa, grosseira e rigorosa de início, mas no decorrer da leitura vamos entendendo mais a mulher e começamos a nos afeiçoar por ela. Ela na verdade é carinhosa, e esse seu modo de agir é só o que ela se tornou para lidar com tudo, é uma imagem que a faz se sentir mais forte. A gente até se apega aos apelidos saukerl e saumensch e até passa a considerá-los amorosos.

Hans é atencioso e carinhoso, sempre esquecendo dele mesmo para ajudar a quem ama e fazendo de tudo para colocar um sorriso no rosto de sua mulher e sua nova filha, e também sempre tenta ajudar os outros no que pode. Outro ponto marcante de Hans é seu acordeão, que por sinal a menina ama escutar.
O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.
Liesel acorda várias vezes durante a noite com pesadelos, e é seu pai adotivo que vai confortá-la. Ela é muito apegada ao seu primeiro livro, mesmo não sabendo lê-lo, pois a faz se lembrar de sua mãe biológica e de seu irmão. 

No decorrer da história tem mais duas pessoas que se tornam importantes na vida da menina: Rudy e Max.


Rudy é seu vizinho e seu primeiro amigo. Eles passam o dia todo juntos: vão para a escola juntos, brincam juntos, brigam, apostam corridas, se metem em encrencas, fazem coisas erradas, se ajudam, compartilham medos e segredos. Liesel confia em Rudy e ele a faz se sentir bem, e o menino também se sente assim com relação a ela. 

Max é outro ponto de paz para Liesel, e um mudou completamente a vida do outro. Max é um judeu que sua família está cuidando e escondendo no porão, e um se apega ao outro com todas as suas forças, como se fosse isso que os mantivesse vivos.
Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.
Aos poucos Liesel vai aprendendo a ler e escrever e vai começando a enxergar o mundo com seus próprios olhos, não somente pelo que as pessoas falam dele. Ela se conecta com as palavras e tem uma relação de amor e ódio com elas, pois, ao mesmo tempo que elas podem tornar nosso dia cinzento, elas também podem colorir tudo. Liesel se apega às palavras e, pode ter certeza, ela sabe como usá-las.
Lamentou acordar. Tudo desaparecia quando ela estava dormindo.
Tudo que eu for tentar falar sobre esse livro não será o suficiente. Sabe aquele livro que você levaria com você sua vida inteira? Aquele livro que muda te envolve e te cativa? Esse livro é A Menina que Roubava Livros. Com certeza ele entra para a listinha de "livros para ler antes de morrer. 

No início eu não achei que fosse gostar tanto, nos primeiros capítulos eu não entendia como o livro poderia ter chegado ao ponto de render tantos comentários apaixonados como os que eu ouvia, mas no decorrer das páginas tudo foi ficando bem claro, e eu passei a ser essa pessoa apaixonada que falava dele.


O diferencial de Markus Zusak chamou a minha atenção e foi um ponto de extrema importância para essa obra: a Morte narrando a história, sem nem sabermos ao certo quem ou o quê e como ela é, sua forma poética e única de escrever e descrever os acontecimentos, e o fato de que o livro te prende e te cativa tanto sem um ponto de suspense. Sim, a Morte conta se a pessoa vai ou não ficar viva, às vezes até como e quando morrerá e, quando algum ponto de curiosidade está se formando, a Morte já te conta o final disso antes de terminar o capítulo.

A arte do livro também está sensacional! As ilustrações estão divinas, tanto a da capa como algumas que vão aparecendo no decorrer do livro, a mudança das letras em determinadas partes... tudo ficou muito lindo. 
Quando Liesel se foi nesse dia, disse uma coisa com grande constrangimento. Na tradução, lutou com duas palavras gigantescas, carregou-as no ombro e as largou como um par atamancado aos pés de de Ilsa Hermann. Elas caíram de banda, quando a menina deu uma guinada e não pôde mais suportar o peso. Juntas, as duas ficaram no chão, grandes, altas e canhestras.
- Duas Palavras Gigantescas-
sinto muito.
O único defeito que encontrei é que as páginas são bem fininhas, então às vezes as letras da página anterior se embaralhavam com as do verso dessa folha, e isso me atrapalhou um pouco. Mas foi só isso, todo o trabalho da editora está lindo, é uma verdadeira obra de arte.

É uma história emocionante, você se apaixona mais e mais a cada página, as palavras ficam gravadas em sua memória. Liesel é única, e todos os personagens são cativantes - em particular, Rudy, meu preferido, cof cof.
Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.
Esse tipo de livro leva suas emoções ao extremo. Eu me apaixonei, dê uma chance a ele e você se apaixonará também, porque "quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.", e não vai se arrepender.

~xoxo
Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes.

17 novembro 2014

Clube do Livro: Novembro


Hello cherries!

Vim anunciar para vocês qual foi o livro escolhido para leitura do clube do livro nesse mês! O post demorou porque houve um atraso lá, e o livro só foi escolhido no final da semana passada. Vamos lá?

Nome: Cidades de Papel
Autor: John Green
Páginas: 366
Editora: Intrínseca
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Eu já li esse livro e já fiz resenha aqui no blog, então novamente não participarei... Para acessar a resenha basta clicar aqui.

Vocês sabiam que Cidades de Papel vai virar filme e já começou a ser gravado? Estou fazendo o acompanhamento lá no instagram do blog, entrem lá para conferir!

E vocês, já leram o livro? Estão ansiosos para o filme? O que acharam da escolha dos atores? Eu achei que o Nat combinou muito com o Q, mas não gostei muito da escolha da Margô, porém, vamos ver ela em cena, né?

~Xoxo

03 outubro 2014

Clube do Livro: Outubro


Olá amores!

Hoje vim contar para vocês qual foi o livro escolhido para leitura do mês de outubro! Olha, foi tipo um presente pra mim, porque é um livro muito querido, e bem no mês do meu aniversário. Eu até releria se eu não o tivesse emprestado... Já sabem qual é? See!

Nome: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Páginas: 254
Editora: Intrínseca
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que o fez ir pra lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

Eu já li, então só participarei da discussão. Vocês podem ver a resenha dele clicando aqui. Eu também já fiz uma crítica do filme e uma análise, comparando os dois, falando como foi a adaptação e se é fiel.

E, gente, só um comentário rápido: eu geralmente não gosto muito de capas do filme nos livros, ou de capas com rostos, mas essa capa ficou linda, e combinou demais coma  história!

E vocês, já leram o livro ou viram o filme? O que acharam?

~Xoxo

10 setembro 2014

Resenha: Will & Will


Oi oi gente!

E cá estou eu com a resenha de Will&Will - finalmente -, que é uma leitura muito descontraída e engraçada.

Gente, adorei a escrita do David Levithan, pretendo ler mais obras dele! Embora eu ache que ele escreve numa estrutura um pouco diferente da que vemos no livro - com a resenha entenderão o porquê - , é a história e o desenvolvimento do personagem que me cativaram. 

Sem mais enrolação, vamos à resenha:

Nome: Will & Will - Um Nome, Um Destino
Autor: John Green e David Levithan
Páginas: 352
Editora: Galera Record
Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Antes de falar da história, falarei um pouco da estrutura do livro... Os capítulos são alternados, sendo que um capítulo é escrito por John Green, e outro pelo David Levithan, voltando para JG e assim por diante. As estruturas dos dois são bem diferentes, o que facilita muito para não haver confusão de qual é o Will na hora da leitura... JG escreve da forma tradicional, digamos assim. Da forma que está na maioria dos livros, a que estamos acostumados. DL escreve tudo em letra minúscula (tudo mesmo) e os diálogos são por nome e dois pontos (tipo, "eu: blablabla tiny: blablabla o.w.g.: blablabla") entre outras coisas. Na resenha farei isso também, o Will Grayson e o escrito pelo JG e o will grayson é o escrito pelo DL. Também, para facilitar, o primeiro colocarei em negrito e o outro em itálico.
O amor está ligado à verdade.
A história começa com Will Grayson em um dia normal da escola. Will não é o tipo de cara popular, longe disso! Ele tem somente um amigo, Tiny Cooper, um grande e fabuloso gay (literalmente), que tem um club na escola - Aliança Gay-Hetero - e, pelo club, pretende fazer um musical, que inicialmente se chama Tiny Dancer, que basicamente conta a história de Tiny. Quem também sempre anda com eles é Jane, uma roqueira bem na dela, não fala muito sobre sua vida e geralmente faz coisas bem normais, mas que não perde tempo quando sabe o que quer. 

Voltando para Will, ele é um cara que prefere se afastar a discutir ou se ferir. Ele tem duas regras básicas para a vida, que são mais ou menos "não se importe e fique calado", e é nisso que ele se resume. Ele também é bem certinho, o tipo de pessoa que não faz nada de errado e que, quando faz, não consegue pensar em outra coisa.
(...) Acho que chorar é quase - assim, exceto em caso de morte de parentes ou coisa parecida - totalmente evitável, se você seguir duas regras muito simples: 1. Não se importar muito com nada. 2. Calar a boca. Todas as coisas ruins que já me aconteceram derivaram do não cumprimento de uma dessas regras.
Certo dia, Will está indo a um show com seus amigos (Tiny e Jane), e aqui paro que falar dele, continuo daqui a pouco. Vou deixar os nomes da parte do DL em minúsculo também para ficar como no livro e para ficar melhor de se identificar.

Depois vemos a história de will grayson, um menino meio emo e depressivo, que não se importa muito com as coisas, só com seguir com seu cotidiano e "sobreviver" a cada dia. Ele tem somente duas preocupações, que são o que dão um sentido aos seus dias: sua mãe e isaac. Ele tem alguns amigos, mas também não tem. Bem, como assim? Ele tem pessoas com as quais ele conversa e que se importam com ele, mas ele não confia em nenhum deles. A amiga que mais vemos é marta, mas tudo o que podemos ver da personalidade dela é que ela faz de tudo para "entrar" no íntimo de will, para que ele confie nela e para ela saber seus segredos, para ajudá-lo e tal.
Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde - as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira mudou.
Isaac é um cara que will conheceu na internet, é alguém que o entende e a única pessoa que ele confia. Ele é engraçado, atencioso e parece ser a pessoa perfeita para will, por isso mesmo que will está apaixonado pelo cara. Eles decidem se encontrar e é isso que leva will a "viajar", e é lá que ele encontra o outro Will, dando uma direção à história.

Will e will não viram melhores amigos ou alguma coisa assim, na verdade quem liga de verdade as duas histórias é Tiny, mas vou deixar para vocês lerem isso na leitura de vocês.
- Hã, eu sou Will Grayson.
- W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? - pergunta, soletrando impossivelmente rápido.
- Hã, sim - digo - Por que a pergutna?
O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele. Então finalmente diz:
- Porque eu também sou Will Grayson.
Como eu disse no comentário das leituras de agosto, você não quer mais largar o livro depois que os dois se encontram! É demais, a leitura flui super bem e é muito contagiante. Porém, se você for muito nova (Tamires, isso serve a você também irmãzinha), aconselho que não leia, porque tem palavrões e discussões bem explícitas, o que não é legal para uma criança ler. 

Mas a coisa toda é tratada com muito humor, dei várias risadas com a história e acho que um filme desse livro seria sensacional! Tiny é demais, fabuloso mesmo, como o descrevem, e super contagiante, embora ele tenha me irritado algumas vezes. 
Tem hora que você precisa botar tudo pra fora. Toda a raiva. Toda a dor.
Me identifiquei muito com Jane, em alguns aspectos. Acho que é a personagem do John Green que mais tem a ver comigo até agora, o que fez com que eu gostasse ainda mais dela. 

O final é bem bonitinho e muito satisfatório, e é muito bom ver a mudança e a evolução de todos os personagens. Recomendo!

A leitura é bem rápida e prazerosa, um ótimo livro para se passar o tempo e até para tirar alguns exemplos. Super recomendo, gente. Meu segundo JG favorito, e uma promessa para procurar obras do DL! 

~Xoxo
Tenho a sensação de que minha vida está muito dispersa neste momento. Como se fosse um monte de pedacinhos de papel e alguém ligasse o ventilador. Mas falar com você me faz sentir como se o ventilador tivesse sido desligado por um tempo. Como se as coisas pudessem de fato fazer algum sentido. Você junta todos os meus pedacinhos, e sou muito grato por isso.

Ps: Sei que coloquei muitos quotes, mas é que eu não podia deixar de colocá-los, não consegui escolher! Sorry

11 junho 2014

Resenha: Cidades de Papel #Dia11



Bom dia skyscrapers! Como vocês estão?

Hoje trouxe mais uma resenha, de um dos livros do Desafio Literário que fiz no começo do ano. Vamos lá?


Nome: Cidades de Papel
Autor: John Green
Páginas: 366
Editora: Intrínseca
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.



Cidades de Papel conta a história de Quentin Jacobsen, um rapaz prestes a se formar no ensino médio, certinho, inteligente e apaixonado por Margo Roth Spiegelman, sento até capaz de realizar atos insanos por ela. 

No prólogo, vemos que Q e Margo eram muito amigos na infância, e que desde lá Q era apaixonado por ela. Porém, isso muda. Margo se afasta e, com o passar dos anos, ela vida a popular da escola, e ele é do time dos nerds. Estudam na mesma escola, são vizinhos e totais desconhecidos. 

Mas, se você não imaginar, as coisas sequer chegam a acontecer.
A imaginação não é perfeita (...) mas imaginar ser outra pessoa, ou que o mundo pode ser diferente, é a única saída. É a máquina que mata fascistas.

Tem três outros personagens importantes na trama: Ben, cujo desejo é estar entre os populares e arranjar um par para o baile, Radar, negro, intelectual e megaeditor do Omnictionary - que é tipo a Wikipédia -, e dedica a maior parte de seu tempo para isso. Eles são amigos de Quentin. E temos também Lacey, popular, generosa, bonita e amiga de Margo.

Certa noite, Margo procura novamente por Quentin, apresentando a ele um plano de 11 partes para se vingar do namorado que a traiu e dos envolvidos, e ainda viver algumas aventuras que estavam em projeto. 

Margo gostava muito de planejar e simplesmente sair, viver o que sonhou. É fascinada por música, livro, parques e lugares escondidos, como refúgios para ficar em silêncio e refletir, pensar.

Esse plano dura a madrugada inteira, eles voltam para casa de manhã e tem pouco tempo para descansar, mas seus pais não descobrirão que estiveram fora. Logo ele acorda e vai para a escola, com esperança de que as coisas sejam diferentes. 

- Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas coisas que estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir completamente o mundo, precisamos fazer compras.

Q está feliz, mas essa felicidade não dura muito tempo... uma surpresa: Margo desapareceu.

Ele se sente na obrigação de fazer o que ela fazia, deixar tudo nos eixos, até que ela volte, por ela ter confiado nele como parceiro de vingança. Mas então... ela não volta. Passa-se um tempo razoável e nada. Mas então, Q começa a ver algumas coisas estranhas, algumas pistas deixadas por Margo, que podem ou não ter sido acidental, e também podem ou não mostrar onde ela foi, mas Q tem que tentar. Ele começa a ir atrás das pistas, a pesquisar, tentar enxergar o que está nas entrelinhas, faz de tudo para encontrar Margo... ou seu corpo.

- Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel.
Eu achei o livro fantástico, para dizer a verdade. Me decepcionei um pouco? Sim. Mas pelo que todos falavam, isso me fez demorar um pouco mais para continuar lendo no começo... mas então, chegou uma parte que você não consegue parar, e essa parte é antes de começar o mistério em si. Você se envolve na trama de um jeito, sem nem perceber, que é impossível largar. Eu sempre leio dois livros ao mesmo tempo, né... praticamente abandonei o outro e fiquei lendo só esse.

Aí, começa a parte do mistério... Dude, nessa parte você se envolve de tal forma que comer e dormir atrasam sua vida, nada mais faz sentido a não ser terminar de ler o livro. Você tem que continuar, você tem que saber o desfecho. E, falando nisso... o final não é o que eu esperava. Chorei, me surpreendi, e até me peguei escrevendo uma pequena "novela" do livro. Pensei em postar aqui mas ainda não sei. Eu gostei até da fanfic que eu fiz, mas acabei estragando um pouco a história, porque eu fiz como um diário, ou seja, o personagem foi "decifrado", ai ele perdeu um pouco o brilho, porque parte da essência de Margo está na pessoa misteriosa que ela é, e é aí que ela te cativa.

Mesmo eu tendo mais semelhanças com Quentin do que com Margo, eu me identifiquei muito mais com ela do que com o Q. Não sei bem o porquê, mas aconteceu. Poderia ter sido com Ben, Hadar ou Lacey, todos eles tem mais pontos para se identificar do que ela, mas é impossível não se apaixonar por ela. E não tente decifrá-la, o Q passou grande parte dos momentos pesquisa tentando isso, e não conseguiu, e nós também não vamos, porque Margo não tem que ser decifrada, ela tem que ser compreendida.

Me arrependi de ter enrolado para realmente começar a leitura, não façam como eu. Embarquem em mais esse YA do John Green e se apaixonem. Recomendo.
Kisses.
Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro.