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28 novembro 2015

Versus: Divergente - LivroxFilme


Olá Skyscrapers!

Hoje eu vim trazer pra vocês a comparação do livro e do filme Divergente, lembrando que nessa comparação eu tomo como base a história do livro para listar as diferenças e contém spoilers, sempre sinalizados. 

Pode ser que eu deixe passar algum detalhe por fazer um tempo que assisti, e li o livro bastante tempo antes também, mas os fatos mais importantes estarão aqui.

Para ver a resenha em vídeo é só dar play aqui em baixo, e para ver a comparação escrita é só continuar lendo (os spoilers estão sinalizados somente no post escrito).




Pra começar já adianto que houveram muitas cenas desnecessárias que poderiam ser facilmente cortadas para colocar cenas que estavam faltando. Eu sei que são necessárias mudanças para a história do livro ir para as telonas, mas não devem-se ser perdidas informações importantes.

Um exemplo disso é a própria sociedade de Divergente, todo esse mundo distópico não fica claro no filme, se você não leu o livro antes perde muita informação no caminho, e uma cena a mais explicando isso, alguns minutinhos, já era o suficiente, mas ela não existe. Como eu disse na crítica, um filme deve se sustentar sozinho, e não com o auxílio da obra original, o que não acontece aqui.

Outras informações necessárias que foram perdidas, e aqui terão spoilers, são com algumas cenas específicas dos personagens, e vou listar alguns exemplos:

- Al não é apaixonado por Tris, como vemos no livro, e nem tem aquela amizade forte, o que faz a surpresa e dúvida pela tentativa dele de matá-la não tão importante, e a morte dele depois pela culpa também fica com pouco impacto.

- Um personagem que teve muitas cenas modificadas, e pra pior, foi Peter. A implicância dele está lá, mas foram cortadas várias cenas que nos fazem ver como realmente é a índole do personagem, como a parte que ele esfaqueia Edward. E a retirada dessa cena ainda nos traz outra dúvida: o que farão com esse ser nos próximos filmes já que não vemos como ele saiu da facção?

- Christina e Will também não ganharam suas cenas de romance e tem as cenas com Tris menores, principalmente Will, o que torna o impacto e a culpa por Tris tê-lo matado bem menores, e a reação do espectador também, já que não houve a afeição que era necessária.

- Quando Tris e Quatro brigam eles não estão sozinhos como no livro, e sim sendo observados por vários membros da Erudição, inclusive a líder (Jeanine Matthews), o que é completamente sem sentido, por duas questões: 1) se a intenção deles era matar Tris, por que não o fizeram já que estavam em grande número e ainda com Quatro como vantagem? e 2) Por que Tris não matou Jeanine quando teve a chance? Como eu disse, sem sentido.

Jeanine também recebe muito mais visibilidade no filme, creio eu que pela atriz, e com isso criaram várias cenas boas, mas também várias desnecessárias, que poderiam ter sido substituídas pelos furos que citei antes.

Então, para concluir, a base da história está lá, mas seria muito mais emocionante e impactante se houvesse mais atenção para cenas importantes, além do erro ao não apresentar o universo distópico que, na minha opinião, é inaceitável.

Eu ainda não vi nem li Insurgente, porque queria fazer esse post antes, mas espero que essas coisas não aconteçam, pelo menos não nessa proporção. Mudanças devem acontecer sim, e muitas vezes são até necessárias, mas só estou listando minhas impressões.

Na crítica que eu fiz do filme vocês podem ver que eu gostei muito, nesse post só estou listando as diferenças significativas que quem leu o livro sentiu falta, mas o filme não é avaliado com base no livro, as duas obras devem ser vistas como independentes, okay? Inclusive, recomendo os dois pra vocês.

Seguem mais links:

~xoxo

03 julho 2015

Nas Telas: Filme "Divergente"


Olá skyscrapers!

Hoje eu trouxe pra vocês a crítica do filme Divergente, adaptação do livro de mesmo nome da autora Veronica Roth. Esse é o primeiro filme de uma saga, contendo Convergente, já lançado, Insurgente Parte1 e Insurgente Parte 2. A resenha será feita sem comparação com o livro, as opiniões expressadas são somente sobre o filme. Para ler a resenha do livro, basta clicar aqui.

Obs: Esse filme não é recomendado para menores de 14 anos.

Nome: Divergente (Série Divergente - Filme 1)
Sinopse: Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade e coragem. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, diferente da família. Ao entrar para a Audácia ela torna-se Tris e entra numa jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso conhece Quatro, rapaz experiente que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.
Dirigido Por: Neil Burger
Com: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Zoë Kravitz, Ansel Elgort, Miles Telles, Jai Courtney e Maggie Q
Gênero: Ficção Científica, Ação, Romance




O filme se passa em uma Chicago futurista, onde a sociedade é dividida em cinco facções: Audácia, Abnegação, Erudição, Amizade e Franqueza. Aos 16 anos, os jovens devem escolher entre ficar na facção em que nasceram com sua família ou ir para alguma outra. Antes da cerimonia de escolha eles passam por um teste de aptidão que os auxilia nessa escolha tão difícil, mostrando em qual facção eles se encaixam melhor.

Algumas pessoas se encaixam em mais de uma facção, e essas são chamadas de Divergentes. Os divergentes correm grande perigo, pois os líderes acham que eles são uma ameaça, por não se encaixar no padrão e, assim, não serem previsíveis.


Ao escolher uma facção o jovem passa por uma iniciação, que ocorre de forma diferente em cada facção. Se concluir a iniciação, é oficialmente membro da facção escolhida, se não concluir, acaba se tornando um sem-facção, que são como mendigos, alimentados pelos membros da Abnegação.

Nós acompanhamos a história de Tris, que abandonou sua facção (Abnegação) para se tornar membro da Audácia, facção dos guerreiros destemidos que ele tanto admirava. Em seu teste de aptidão, Tris descobre ser uma divergente, mas ela não sabe o que isso significa para sua segurança, só sabe que não deve falar para ninguém.


Tris deve passar por todas as etapas de sua iniciação e ficar entre os primeiros para conseguir entrar em sua facção, enquanto tenta esconder ser uma divergente e tenta agir de forma que não descubram que ela não está se encaixando exatamente no padrão esperado. Ela também acaba se apaixonando por Quatro, que é quem está treinando seu grupo, e ele a ajuda a "se misturar".

Espero não estar falando demais mas, para ter certeza, você pode pular o resto desse parágrafo e ir direto para a opinião... Eles começam a perceber que algo errado está acontecendo, mas é tarde demais: o plano já está em execução. A líder da Erudição e um dos líderes da Audácia pretendem arrumar uma forma de controlar a todos, com o intuito de criar um exército de robôs-humanos sem sentimentos ou vontade própria.


O filme é bem incompleto: você não sente o medo ou a ansiedade em todas as cenas que teria que sentir, você não sabe muito bem como funciona essa sociedade que a realidade do filme apresenta, você não sabe o porquê de terem criado essas facções, o porquê dos empregos e nem como ela funciona, você só sabe que ela é dividida e pronto. Tem muitos pontos em aberto e realmente muita coisa ficou faltando.

Eu disse que não iria comparar com o livro, e realmente não vou, mas quem leu sabe que não existe esse furo na história. Quem leu antes de ver o filme já sabia como essa realidade alternativa funcionava, quem só viu o filme realmente fica confuso.

Eu assisti com a minha irmã, e ela ficava me perguntando várias coisas, do porquê estar acontecendo daquela forma, ou de como funcionam certas coisas. E teve mais coisa que eu acabei falando para ela mesmo sem ela perguntar porque era nítido que tinha informação faltando, e eles não a colocaram no decorrer do filme, foi falha mesmo.


Porém, as cenas do treino foram bem feitas. Elas tiveram o tempo que deveriam ter, e você consegue sentir a tensão das personagens. Os atores são bons, todos conseguiram encarnar realmente seus personagens, mas tiveram alguns personagens que acabaram ficando muito superficiais. Novamente, outro problema de adaptação, pois o filme tem que se sustentar sozinho, é uma história independente, ele não deve ser feito dependendo do livro.

O filme é bem divertido, tem bastante ação e muitas cenas que realmente prendem o telespectador. A história é boa, e o final é bem marcante. Não falarei muito sobre o final, mas essa parte também foi realmente bem feita, você sente o medo, você fica ansioso, você fica feliz, e até e possível ter choros - eu não chorei, mas não sei como, sou bem emotiva com filmes... mas okay. Você também fica ansioso pelo próximo filme da franquia, que eu espero que concerte os erros citados anteriormente.


As cenas de romance também não ficaram nada forçadas, como vemos em vários filmes. As reações de ambos condizem com os personagens e com a realidade que cada um viveu até o momento. Seus medos também não são sem fundamento, e as superações também.

Gostei do filme, mas essas falhas me incomodaram bastante e, por conta disso, somente o classifiquei como razoável. Se fossem corrigidos os furos no começo, ao introduzir essa Chicago futurista, e na superficialidade de alguns personagens, com certeza subiria para bom/ótimo. Mas o principal ponto é na primeira parte mesmo, no que faltou ser explicado.


A pesar disso, recomendo o filme, ele é bem divertido, mas você vai aproveitar mais se procurar alguma resenha do livro antes, só pra entender melhor essa primeira parte. Fãs de distopias não podem deixar de ver, e com certeza vocês irão se apaixonar por Tris e Quatro - e pela ótima atuação da Shai.

Quando assistir - ou se já assistiu - me conta aqui nos comentários o que você achou, e se concorda com meu ponto de vista.

Sempre lembrando: essa é a minha opinião, o que é ruim pra mim pode ser bom para vocês e vice-versa. 

Aproveitem o filme e, antes de assistir, que tal conferir o trailer aqui em baixo?

~xoxo

14 março 2015

Resenha: Divergente


Olá skyscrapers!

Cá está mais um post do especial, dessa vez com o livro Divergente! Já adianto: se engana quem acha que é cópia de Jogos Vorazes, sim, ambos são distopias e sim, ambos tem guerra e personagens femininas fortes, mas isso não significa que são iguais. Cada um é uma história em particular, e as diferenças ficam bem claras com a leitura. Dito isso, vamos à resenha.

Nome: Divergente - Uma Escolha Pode te Transformar (Série Divergente - Livro 1)
Autor: Veronica Roth
Páginas: 504
Editora: Rocco
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


A história é contada pelo ponto de vista de Beatrice Prior, uma garota de 16 anos, da Abnegação, que está prestes a passar pelo momento que poderá mudar a sua vida. Para falar desse momento, vamos conversar um pouco sobre a realidade que o livro nos mostra: depois de muitas guerras, os antepassados dos nossos personagens julgaram que a "culpa" do que estava ocorrendo era da personalidade das pessoas, e de sua tendência a fazer o mal. Devido a isso, a sociedade foi dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição.

Para quem culpa o egoísmo, existe a Abnegação; quem culpa a agressividade, se encontra na Amizade; aos que culpam a covardia, existe a Audácia; se culpam a duplicidade, vão para a Franqueza; e para os que culpam a ignorância, foi criada a Erudição. Existem também os sem-facção, que não conseguiram passar pela iniciação da facção que escolheram e tiveram que ir para a rua. Eles não tem lar, só tem comida graças aos membros da Abnegação, e para o resto são praticamente invisíveis.
- Nós acreditamos na coragem, na ação, em sermos livres e em aprender as habilidades necessárias para expurgar o mal do mundo, para que o bem possa crescer e prosperar. Se você também acredita nestas coisas, nós os recebemos de braços abertos.
Existem também os Divergentes, que se encaixam em mais de uma facção e, portanto, são vistos como ameça, já que a mente deles trabalha de forma diferente das dos outros, eles não se limitam a um tipo de escolha, a um tipo de visão, sendo assim, eles não são tão fáceis de controlar quanto os outros.

Aos 16 anos, todo jovem deve passar por uma cerimônia de escolha, onde ele decide se continua na sua facção atual com a sua família ou vai para outra. Para ajudá-los nesse momento, existe um teste de aptidão, onde eles passam por uma simulação que mostra onde ele se encaixa. 
A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela.
Quando Beatrice passa por esse teste, o resultado mostra que ela é uma Divergente. Tori, a pessoa que aplicou o teste nela, diz para não contar para ninguém sobre o ocorrido, ninguém pode saber que ela é uma Divergente pois isso é muito perigoso, e ela muda a resposta do teste da menina. Beatrice não entende o porquê de ser tão perigoso, mas segue o conselho de Tori.

Beatrice decide ir para a Audácia, mesmo se sentindo triste por abandonar sua família, pois isso é o que ela sempre quis, e passa a ser conhecida como Tris. Lá, ela e todos os outros que estão entrando passarão por uma rígida seleção, que até coloca suas vidas em risco. Ela faz amizades, inimizades e até conhece o amor. Porém, Tris está fazendo parte de algo muito maior, que terá que aprender como lidar, além de estar conhecendo o real perigo que é ser Divergente e luta para fazer as coisas de um modo que ninguém perceba que ela é diferente. 
- Porque o medo não faz com que você se apague, ele faz com que você acenda. Já vi isso acontecendo com você. É Fascinante.
E aqui temos mais um livro cuja personagem principal é uma mulher, e uma mulher forte. Isso sempre chama a minha atenção nos livros, porque é uma coisa muito difícil de acontecer, a grande maioria segue aquele velho esteriótipo... Mas, deixando meu eu feminista de lado um momento, Tris é aquela personagem que inspira, apesar de certos pensamentos e escolhas. Admito que existem momentos que temos vontade de entrar a história e fazer ela acordar para a "realidade", mas ela consegue ser forte e batalhadora do início ao fim, não pensando somente em si mesma.

Outra coisa que me chamou atenção foi a escrita de Veronica Roth. Ela tem aquele tipo de escrita leve, que flui super bem e você nem vê as páginas passando, sabe? E o livro termina com aquele gostinho de quero mais. Tiveram alguns pontos que ficaram em aberto mas, se tratando de uma série, creio que serão fechados no decorrer dos próximos livros.
Ele me encara e não desvio o olhar. Ele não é um cachorro, mas valem as mesmas regras. Desviar o olhar é sinal de submissão. Encará-lo é sinal de desafio. É uma escolha minha.
Apesar de ter tido um spoiler enorme antes de começar a ler e dos vários comentários que vi de ser uma cópia de THG - por isso quis falar sobre no início -, decidi ir atrás porque achei a sinopse do livro muito interessante, e li umas resenhas que me deixaram ainda mais com vontade. Não me arrependo de ter ido atrás, mas me arrependo de ter demorado tanto para ler. Essas coisas não atrapalharam em nada meu aproveitamento, pelo contrário, até penso que muita gente falou sem ter realmente lido Divergente. 

A história é muito boa e conseguiu me conquistar, mal posso esperar para ler os próximos da série! Adoro distopias, ainda mais com personagens principais tão bem construídos. O livro tem romance, sim, mas não é um livro de romance. O romance cabe muito bem na história, a reação de Tris com relação a ele foi super coerente - diferente de muitas histórias que lemos e vemos por aí - e não tirou nenhum momento o foco da sociedade e do poder que as escolhas deles tem. 
O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez!
Não sei falar do material da editora, pois li em e-book, mas quanto à revisão não tenho nada a reclamar. Não gostei muito da tradução dos nomes das facções... Os nomes foram escolhidos com muito cuidado pelas pessoas que as "criaram" na história, e achei que as mudanças  - mudar a classe gramatical - fizeram com que esses nomes perdessem um pouco a "força", por assim dizer. Mas somente isso.

Se você é fã de histórias distópicas, não pode deixar de ler esse livro! Adorei, me prendeu do início ao fim, e sei que ocorrerá com vocês também! E você que já leu, deixe nos comentários ou nas redes sociais o que você achou do livro, lembrando de deixar um aviso bem grande se tiver algum spoiler, okay?

~xoxo
O objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo.