25 março 2015

EHS5: O Primeiro e o Último Filho + Batidas na Porta + A Caveira


Olá skyscrapers!

Hoje vim trazer para vocês mais um post do Especial Horas Sombrias! Está quase no fim o especial de resenhas, mas o EHS continuará, da mesma forma que estava antes, okay?

Agora, vamos às resenhas:

Conto: O Primeiro e o Último Filho
Autor: Liége Báccaro Toledo

Adara vai de encontro a uma bruxa com a intensão de conquistar seu amado Ramon, homem por quem ela é apaixonada, mas é casado com sua amiga. Para tê-lo, ela é capaz de qualquer coisa, mas lembre-se: todo ato tem seus perigos e suas consequências, e todo serviço tem seu preço.

Uma pequena opinião: Esse conto realmente me surpreendeu. O final... Adorei o final! Eu queria muito que esse conto se tornasse um livro. A cena do desespero de Adara com muitos detalhes, mostrando cada cena que foi contada em seu tempo mesmo, seria muito bom. Só acho que o nome do conto devia ser "Filho de Ninguém", acho que descreve bem, rs.

Conto: Batidas na Porta
Autor: R. M. Paiva

Ângela está dormindo, sozinha em casa, quando é despertada por fortes batidas em sua porta. Algo está fora do normal, e a menina de 14 anos não sabe se vai ver o que está acontecendo ou se permanece em seu quarto.

Uma pequena opinião: Na verdade, não gostei muito desse conto... achei bem fraco. Achei as descrições boas, e a personagem principal também, mas não gostei muito da história como um todo.

Conto: A Caveira
Autor: Amanda Leonardi

A personagem conta sua experiência com uma pintura: ele estava no museu e a pintura de uma caveira chamou sua atenção, pela vivacidade da obra. Ele gostou tanto que começou a pensar em como seria a sua própria caveira, se era tão bela como aquela, e esse pensamento tomou seus dias.

Uma pequena opinião: Esse conto me deixou com ideias bem divergentes... ao mesmo tempo que gostei do conto e achei toda essa parte psicológica muito boa, não achei que ele se encaixou no padrão que o livro toma. Porém, não achei que ele ter mudado não seja bom, pelo contrário: gostei da mudança. Só senti falta de um pouco de surpresa... gosto de ser surpreendida, e esse foi um conto bem previsível. Gosto muito de suspense psicológico, e acho que a autora o fez muito bem.

Dos três criticados hoje, o que mais gostei foi "O Primeiro e o Último Filho"  e o que menos gostei foi "Batidas na Porta", mas acho que ficou bem claro nas resenhas, né? Vocês já deviam esperar essas escolhas...

E vocês, já leram o livro? O que acharam desses contos? Gostam de suspense psicológico, como eu?

Se quiser adquirir o livro, entre na página loja, aqui no blog, e veja como.

~xoxo


21 março 2015

Review do trailer de "Cidades de Papel"


Olá skyscrapers!

Nessa quinta-feira (19/03) saiu o trailer oficial de Cidades de Papel, mostrando muitas cenas que poderão agradar os fãs do livro, por ter sido bem fiel. Gostei do trailer, mas, na verdade, achei que ele ficou um pouco fraco, Quer dizer, mais fraco do que eu achei que ficaria. 

O trailer começa com Quentin nos apresentando a história, mais especificamente sua paixão platônica por Margo

Ela está tramando uma vingança contra seu - agora - ex-namorado e pede a ajuda de Q

A trilha sonora está incrível, eu adorei as músicas, e achei o trailer bem chamativo, porém, tem um grande ponto negativo, que quem leu o livro já sabe... Se você não leu e não quer saber dessa parte, pule para o próximo parágrafo. O problema é que a Margo não aparece tanto assim na história toda, e parece que eles pegaram todas as partes em que ela está presente e colocaram no trailer... não gostei, achei que deviam explorar mais outros pontos e esconder um pouco algumas partes que ela aparece.

Para as partes escritas, usaram a mesma fonte de A Culpa é das Estrelas, vocês perceberam? Creio eu que para fazer uma referência a esse filme mesmo. Eu gostei de terem mostrado dessa forma, embora preferisse que usassem uma referência ao livro que deu origem ao filme mesmo... mas entendo toda essa coisa de marketing e achei boa a divulgação, ficou bem leve.


Uma opinião a parte: cara, essa Margo está muito diferente da Margo da minha imaginação! Sério. Não que isso seja um problema, o que conta mesmo é a atuação dela, mas achei que deveria falar...

Já o Q... bem, vocês já sabem que amei terem escolhido o Nat, né? Achei ele perfeito pra Isaac em ACEDE, e também o achei perfeito para o papel agora, e creio que ele conseguirá dar vida ao personagem. Eu sou fã do Nat a bastante tempo até, e esses papeis combinam bastante com ele. Ele é engraçado de uma forma espontânea, e quebra toda a tensão das cenas (claro, quando seu papel permite, não vamos generalizar). Nat, me surpreenda, okay?

Como disse antes, a maioria das cenas está como no livro, e se for seguir pelo trailer esse filme será bem fiel. Achei só que deram uma melhorada na Margo, deixaram ela um pouco mais interessante, deixando essa paixão platônica dele mais compreensível, o que eu bem interessante.. Mas vamos ver no filme, né? 

Confira o trailer e até logo!

~xoxo


17 março 2015

EHS4: O Demônio Atrás da Porta + Táxi + O Pianista


Olá skyscrapers! 

Hoje, como terceiro post do especial, estou voltando com o especial Horas Sombrias! Os três contos de hoje são muito bons, espero que gostem. Vamos lá?

Conto: O Demônio Atrás da Porta
Autor: Kleberson Arcanjo

Nathaniel é um menino de 4 anos, e a história começa com ele ouvindo uma história de seu pai antes de dormir. Ele acorda com um ruído estranho, mas não havia nada em seu quarto, e logo voltou a dormir. Ouviu o ruído novamente, e dessa vez ele o dono do barulho entrou em seu quarto, o que será esse ser e o que ele quer com o pequeno Nathaniel?

Uma pequena opinião: Creio que, devido ao limite de palavras, muitas passagens tiveram que ser resumidas. Esse conto poderia facilmente ser um livro, ou um filme. As coisas vem na sua mente com muita clareza. E ainda a referência que tem... Não quero dar spoilers, então não vou falar qual é, mas é uma das histórias que mais gosto. E coube muito bem, ficou ótimo um complementando um outro, os ciclos abrindo e fechando... adorei.

Conto: Táxi
Autor: Luana Navarro

Lia é uma mulher bem-sucedida, que vive em São Paulo, onde o trânsito não anda e sempre nos atrasa, está no carro com um taxista bem apressado e com seu filho que poderia nascer a qualquer momento. Depois de um tempo, o taxista começou a conversar com ela, e algo na forma que ele falava ou em seu tom de voz incomodou a mulher. Seria besteira ou um sexto sentido?

Uma pequena opinião: Essa foi a protagonista mais fácil de torcer até agora! Simpatizei com ela de cara, creio que me identifiquei, pois já estive em uma situação parecida de pressentimento (só que sem a parte do filho, se bem que isso me ajudou a gostar ainda mais dela). A história está bem construída, gostei bastante de como ela terminou e da corrida louca por SP, que foi um ótimo cenário para a história.

Conto: O Pianista
Autor: Thays Martins de Paiva

A  história começa com um homem tocando piano de forma majestosa, e sua platéia contente, extasiada, aplaudindo de pé a cada música finalizada. O musicista na verdade havia feito um tipo de pacto com Hades,que agora mandou seus servos atrás dele. O que ele pode fazer para fugir dali? E o que ele havia feito para aborrecer Hades?

Uma pequena opinião: Essa história está numa mescla muito boa com o Drama. Gosto de histórias assim, porém achei que ela foi pouco desenvolvida. Entendo que o limite de caracteres era baixo, mas não consegui me apegar ao personagem a ponto de sofrer junto com ele, infelizmente.

Como fiz nos anteriores, vou classificar o melhor e o pior do post, dos três criticados hoje. O que mais gostei foi O Demônio Atrás da Porta, e o que menos gostei foi O Pianista, justamente por não conseguir me apegar aos personagens. 

E vocês, o que acharam? Se interessaram por algum deles? 

~xoxo


14 março 2015

Resenha: Divergente


Olá skyscrapers!

Cá está mais um post do especial, dessa vez com o livro Divergente! Já adianto: se engana quem acha que é cópia de Jogos Vorazes, sim, ambos são distopias e sim, ambos tem guerra e personagens femininas fortes, mas isso não significa que são iguais. Cada um é uma história em particular, e as diferenças ficam bem claras com a leitura. Dito isso, vamos à resenha.

Nome: Divergente - Uma Escolha Pode te Transformar (Série Divergente - Livro 1)
Autor: Veronica Roth
Páginas: 504
Editora: Rocco
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


A história é contada pelo ponto de vista de Beatrice Prior, uma garota de 16 anos, da Abnegação, que está prestes a passar pelo momento que poderá mudar a sua vida. Para falar desse momento, vamos conversar um pouco sobre a realidade que o livro nos mostra: depois de muitas guerras, os antepassados dos nossos personagens julgaram que a "culpa" do que estava ocorrendo era da personalidade das pessoas, e de sua tendência a fazer o mal. Devido a isso, a sociedade foi dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição.

Para quem culpa o egoísmo, existe a Abnegação; quem culpa a agressividade, se encontra na Amizade; aos que culpam a covardia, existe a Audácia; se culpam a duplicidade, vão para a Franqueza; e para os que culpam a ignorância, foi criada a Erudição. Existem também os sem-facção, que não conseguiram passar pela iniciação da facção que escolheram e tiveram que ir para a rua. Eles não tem lar, só tem comida graças aos membros da Abnegação, e para o resto são praticamente invisíveis.
- Nós acreditamos na coragem, na ação, em sermos livres e em aprender as habilidades necessárias para expurgar o mal do mundo, para que o bem possa crescer e prosperar. Se você também acredita nestas coisas, nós os recebemos de braços abertos.
Existem também os Divergentes, que se encaixam em mais de uma facção e, portanto, são vistos como ameça, já que a mente deles trabalha de forma diferente das dos outros, eles não se limitam a um tipo de escolha, a um tipo de visão, sendo assim, eles não são tão fáceis de controlar quanto os outros.

Aos 16 anos, todo jovem deve passar por uma cerimônia de escolha, onde ele decide se continua na sua facção atual com a sua família ou vai para outra. Para ajudá-los nesse momento, existe um teste de aptidão, onde eles passam por uma simulação que mostra onde ele se encaixa. 
A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela.
Quando Beatrice passa por esse teste, o resultado mostra que ela é uma Divergente. Tori, a pessoa que aplicou o teste nela, diz para não contar para ninguém sobre o ocorrido, ninguém pode saber que ela é uma Divergente pois isso é muito perigoso, e ela muda a resposta do teste da menina. Beatrice não entende o porquê de ser tão perigoso, mas segue o conselho de Tori.

Beatrice decide ir para a Audácia, mesmo se sentindo triste por abandonar sua família, pois isso é o que ela sempre quis, e passa a ser conhecida como Tris. Lá, ela e todos os outros que estão entrando passarão por uma rígida seleção, que até coloca suas vidas em risco. Ela faz amizades, inimizades e até conhece o amor. Porém, Tris está fazendo parte de algo muito maior, que terá que aprender como lidar, além de estar conhecendo o real perigo que é ser Divergente e luta para fazer as coisas de um modo que ninguém perceba que ela é diferente
- Porque o medo não faz com que você se apague, ele faz com que você acenda. Já vi isso acontecendo com você. É Fascinante.
E aqui temos mais um livro cuja personagem principal é uma mulher, e uma mulher forte. Isso sempre chama a minha atenção nos livros, porque é uma coisa muito difícil de acontecer, a grande maioria segue aquele velho esteriótipo... Mas, deixando meu eu feminista de lado um momento, Tris é aquela personagem que inspira, apesar de certos pensamentos e escolhas. Admito que existem momentos que temos vontade de entrar a história e fazer ela acordar para a "realidade", mas ela consegue ser forte e batalhadora do início ao fim, não pensando somente em si mesma.

Outra coisa que me chamou atenção foi a escrita de Veronica Roth. Ela tem aquele tipo de escrita leve, que flui super bem e você nem vê as páginas passando, sabe? E o livro termina com aquele gostinho de quero mais. Tiveram alguns pontos que ficaram em aberto mas, se tratando de uma série, creio que serão fechados no decorrer dos próximos livros.
Ele me encara e não desvio o olhar. Ele não é um cachorro, mas valem as mesmas regras. Desviar o olhar é sinal de submissão. Encará-lo é sinal de desafio. É uma escolha minha.
Apesar de ter tido um spoiler enorme antes de começar a ler e dos vários comentários que vi de ser uma cópia de THG - por isso quis falar sobre no início -, decidi ir atrás porque achei a sinopse do livro muito interessante, e li umas resenhas que me deixaram ainda mais com vontade. Não me arrependo de ter ido atrás, mas me arrependo de ter demorado tanto para ler. Essas coisas não atrapalharam em nada meu aproveitamento, pelo contrário, até penso que muita gente falou sem ter realmente lido Divergente. 

A história é muito boa e conseguiu me conquistar, mal posso esperar para ler os próximos da série! Adoro distopias, ainda mais com personagens principais tão bem construídos. O livro tem romance, sim, mas não é um livro de romance. O romance cabe muito bem na história, a reação de Tris com relação a ele foi super coerente - diferente de muitas histórias que lemos e vemos por aí - e não tirou nenhum momento o foco da sociedade e do poder que as escolhas deles tem. 
O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez!
Não sei falar do material da editora, pois li em e-book, mas quanto à revisão não tenho nada a reclamar. Não gostei muito da tradução dos nomes das facções... Os nomes foram escolhidos com muito cuidado pelas pessoas que as "criaram" na história, e achei que as mudanças  - mudar a classe gramatical - fizeram com que esses nomes perdessem um pouco a "força", por assim dizer. Mas somente isso.

Se você é fã de histórias distópicas, não pode deixar de ler esse livro! Adorei, me prendeu do início ao fim, e sei que ocorrerá com vocês também! E você que já leu, deixe nos comentários ou nas redes sociais o que você achou do livro, lembrando de deixar um aviso bem grande se tiver algum spoiler, okay?

~xoxo
O objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo.

11 março 2015

Resenha: A Menina que Roubava Livros


Olá Skyscrapers!

Hoje eu vim trazer a primeira resenha do especial! É sobre um livro que me emocionou muito e que está entre os meus queridinhos - e também me ensinou um pouco de alemão, pelo menos a parte dos xingamentos, rs - , é "A Menina que Roubava Livros". Já vi o filme também, e em breve trarei a crítica e a comparação para vocês, porque agora é hora de falar de comoção! Vamos lá?

Nome: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.


Primeiro, as cores.
   Depois, os humanos.
   Em geral, é assim que vejo as coisas.
   Ou, pelo menos, é o que tento.

      • EIS UM PEQUENO FATO •
            Você vai morrer.
É assim que começa A Menina que Roubava Livros. A Morte se apresenta e é ela que conta a história de Liesel Meminger. A história se passa na Segunda Guerra Mundial, durante a "liderança" de Hitler.

Liesel e seu irmão estão no trem com sua mãe quando seu irmão falece, e esse é o primeiro encontro da Morte com a menina. A viagem é interrompida e seu irmão é enterrado num cemitério próximo. Um dos coveiros deixa cair um livro, e Liesel rapidamente o pega, seu primeiro roubo: O manual do coveiro


Ela é levada para um casal que iria adotá-la: Rosa e Hans Hubermann, seus novos "pais". 

Rosa é nervosa, grosseira e rigorosa de início, mas no decorrer da leitura vamos entendendo mais a mulher e começamos a nos afeiçoar por ela. Ela na verdade é carinhosa, e esse seu modo de agir é só o que ela se tornou para lidar com tudo, é uma imagem que a faz se sentir mais forte. A gente até se apega aos apelidos saukerl e saumensch e até passa a considerá-los amorosos.

Hans é atencioso e carinhoso, sempre esquecendo dele mesmo para ajudar a quem ama e fazendo de tudo para colocar um sorriso no rosto de sua mulher e sua nova filha, e também sempre tenta ajudar os outros no que pode. Outro ponto marcante de Hans é seu acordeão, que por sinal a menina ama escutar.
O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.
Liesel acorda várias vezes durante a noite com pesadelos, e é seu pai adotivo que vai confortá-la. Ela é muito apegada ao seu primeiro livro, mesmo não sabendo lê-lo, pois a faz se lembrar de sua mãe biológica e de seu irmão. 

No decorrer da história tem mais duas pessoas que se tornam importantes na vida da menina: Rudy e Max.


Rudy é seu vizinho e seu primeiro amigo. Eles passam o dia todo juntos: vão para a escola juntos, brincam juntos, brigam, apostam corridas, se metem em encrencas, fazem coisas erradas, se ajudam, compartilham medos e segredos. Liesel confia em Rudy e ele a faz se sentir bem, e o menino também se sente assim com relação a ela. 

Max é outro ponto de paz para Liesel, e um mudou completamente a vida do outro. Max é um judeu que sua família está cuidando e escondendo no porão, e um se apega ao outro com todas as suas forças, como se fosse isso que os mantivesse vivos.
Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.
Aos poucos Liesel vai aprendendo a ler e escrever e vai começando a enxergar o mundo com seus próprios olhos, não somente pelo que as pessoas falam dele. Ela se conecta com as palavras e tem uma relação de amor e ódio com elas, pois, ao mesmo tempo que elas podem tornar nosso dia cinzento, elas também podem colorir tudo. Liesel se apega às palavras e, pode ter certeza, ela sabe como usá-las.
Lamentou acordar. Tudo desaparecia quando ela estava dormindo.
Tudo que eu for tentar falar sobre esse livro não será o suficiente. Sabe aquele livro que você levaria com você sua vida inteira? Aquele livro que muda te envolve e te cativa? Esse livro é A Menina que Roubava Livros. Com certeza ele entra para a listinha de "livros para ler antes de morrer. 

No início eu não achei que fosse gostar tanto, nos primeiros capítulos eu não entendia como o livro poderia ter chegado ao ponto de render tantos comentários apaixonados como os que eu ouvia, mas no decorrer das páginas tudo foi ficando bem claro, e eu passei a ser essa pessoa apaixonada que falava dele.


O diferencial de Markus Zusak chamou a minha atenção e foi um ponto de extrema importância para essa obra: a Morte narrando a história, sem nem sabermos ao certo quem ou o quê e como ela é, sua forma poética e única de escrever e descrever os acontecimentos, e o fato de que o livro te prende e te cativa tanto sem um ponto de suspense. Sim, a Morte conta se a pessoa vai ou não ficar viva, às vezes até como e quando morrerá e, quando algum ponto de curiosidade está se formando, a Morte já te conta o final disso antes de terminar o capítulo.

A arte do livro também está sensacional! As ilustrações estão divinas, tanto a da capa como algumas que vão aparecendo no decorrer do livro, a mudança das letras em determinadas partes... tudo ficou muito lindo. 
Quando Liesel se foi nesse dia, disse uma coisa com grande constrangimento. Na tradução, lutou com duas palavras gigantescas, carregou-as no ombro e as largou como um par atamancado aos pés de de Ilsa Hermann. Elas caíram de banda, quando a menina deu uma guinada e não pôde mais suportar o peso. Juntas, as duas ficaram no chão, grandes, altas e canhestras.
- Duas Palavras Gigantescas-
sinto muito.
O único defeito que encontrei é que as páginas são bem fininhas, então às vezes as letras da página anterior se embaralhavam com as do verso dessa folha, e isso me atrapalhou um pouco. Mas foi só isso, todo o trabalho da editora está lindo, é uma verdadeira obra de arte.

É uma história emocionante, você se apaixona mais e mais a cada página, as palavras ficam gravadas em sua memória. Liesel é única, e todos os personagens são cativantes - em particular, Rudy, meu preferido, cof cof.
Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.
Esse tipo de livro leva suas emoções ao extremo. Eu me apaixonei, dê uma chance a ele e você se apaixonará também, porque "quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.", e não vai se arrepender.

~xoxo
Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes.